


Em 1993 ocorreram uma série de crimes na Alemanha que ficaram conhecidos como Fantasma de Heilbronn Todos tinham como fator comum o ADN recuperado em cada cena do crime e que apontavam para o mesmo culpado.
Foram oito anos de pesquisa efetiva, gastaram-se cerca de 2 milhões de euros e mais de 16000 horas de trabalho à procura do serial killer ligado a mais de 40 crimes.
Enquanto os investigadores perseguiam um fantasma os verdadeiros culpados continuavam livres. A investigação foi dificultada não só pela dispersão geográfica, como pela falta de imagens capturadas em qualquer câmara e pelo facto de certas testemunhas descreverem o assassino como um homem e o ADN ser feminino.
A evidência inconclusiva levou finalmente os investigadores reconsiderar. O número e diversidade dos crimes tinha levantado a suspeita de contaminação.
Na realidade o material genético humano tinha sido inadvertidamente transferido para o equipamento de amostragem forense, trazendo uma série de investigações criminais de volta à estaca zero.
Em 2009 o mistério do Fantasma de Heilbronn chegou ao fim. Os investigadores chegaram à conclusão que o criminoso fantasma não existia e o ADN recuperado nas cenas dos crimes já estava presente nos cotonetes antes de serem utilizados para a recolha de amostras de ADN.
Este caso mínimo embaraçoso trouxe a palco algumas questões muito reais sobre o risco de contaminação das colheitas e análises na ciência forense e dos efeitos devastadores sobre a investigação e, sobretudo, como estes riscos podem ser evitados.
Parte da resposta acabou de ser dada pela Organização Internacional de Normalização ISO, com a edição de uma norma a ISO 18385 Minimzing the risk of human DNA contamination in products used to ollect, store and analyze bioloical material for forensic purposes Requirements. Esta norma descreve os requisitos para a fabricação de kits e materiais de consumo para análise de ADN pela comunidade científica forense. Apesar deste caso perturbador o ADN ainda é visto como uma das práticas mas confiáveis em ciência forense, desde que sejam seguidos os procedimentos adequados.
Mais uma vez a normalização ajudou.
Fonte: Revista espaço Q do instituto português da qualidade
Solicita mais informação




Esta página web utiliza cookies para obter dados estatísticos da navegação dos seus usuários. Se continuar a navegar , consideramos que aceita a sua utilização. Mais informação X Fechar