


Um terço dos alimentos produzidos no mundo não são consumidos. Acabam por deteriorar-se devido às suas qualidades e por não serem nem transportados nem distribuídos.
Tendo em conta que 795 milhões de pessoas sofrem de fome, está é uma situação alarmante.
Para além deste problema evidente, sobressai um outro nem sempre referenciado. A deterioração dos alimentos tem consequências no ambiente e na temperatura global do planeta.
Uma investigação recente do Instituto de Potsdam veio ressalvar que o desperdício de alimentos atinge até 1,3 bilhões de toneladas de alimentos por ano, o que por sua vez provoca impactos nas emissões de dióxido de carbono, associadas a este tipo de resíduos. Estima-se que o valor rondará as 2,5 gigatoneladas.
É compreensível que o setor da agricultura represente mais de 20% das emissões globais o que influencia diretamente o clima.
Um dos maiores receios reside na segurança alimentar: o que acontece se houver uma seca e/ou inundação? As perdas serão enormes.
Assim, torna-se crucial lutar por uma agricultura climaticamente inteligente: melhorar a produção agrícola para diminuir a emissão de dióxido de carbono.
De acordo com este estudo, 14% das emissões no setor poderão ser facilmente evitadas até 2050 se se proceder a uma melhoria na gestão e distribuição de alimentos e uma mudança de comportamento nos consumidores.
Este é um tema, que apesar de relevante, não é considerado pelos governos no desenvolvimento de estratégias contra as alterações climáticas.
Fonte : elfinanciero.org
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