


Liubliana é, oficialmente, a Capital Verde Europeia 2016. A cerimónia de passagem de testemunho decorreu, ontem, em Bruxelas, fazendo da cidade eslovena a embaixadora do desenvolvimento urbano sustentável na Europa.
Partilhar boas práticas locais e encorajar outras cidades europeias a tornarem-se mais verdes, saudáveis e sustentáveis é, agora, a principal missão de Liubliana. Para tal, a cidade planeia dedicar cada mês do ano a um tema ambiental diferente: Janeiro, por exemplo, debruçou-se sob a gestão inteligente de resíduos. Esta área é, de resto, uma das áreas em que Liubliana se evidencia, sendo a primeira Capital Verde Europeia a definir uma estratégia Resíduos Zero e a atingir um elevado desempenho na recolha e diminuição de resíduos. Na capital eslovena, 63 % dos resíduos são recolhidos através da separação e triagem. Além disso, foi também instalada uma rede de unidades subterrâneas para recolha, num total de 53 pontos, com vista a reduzir as dificuldades na separação de resíduos e o ruído sonoro da recolha; a manter as ruas limpas; eliminar odores desagradáveis e desencorajar o vandalismo.
O enfoque está também nos transportes públicos e nas redes para pedestres e bicicletas, sendo que a modificação das regras de tráfego na Rua de Slovenska, uma das artérias principais, foi uma das medidas mais significativas. Paralelamente, há que destacar ainda os progressos feitos na protecção e preservação de áreas verdes, que dominam a paisagem da cidade, e na revitalizam e transformação das áreas industriais.
A conquista deste título que tira o reinado a Bristol já tinha sido, no entanto, divulgada anteriormente. A cerimónia serviu, ainda, como uma oportunidade para dar destaque às conquistas de Bristol enquanto Capital Verde Europeia 2015. De salientar que, enquanto embaixadora do desenvolvimento urbano sustentável, a cidade britânica desenvolveu o Método Bristol, um programa que ajuda responsáveis de outras cidades a perceber e aplicar as lições que Bristol aprendeu.
O prémio Capital Verde Europeia é atribuído, desde 2010, com o intuito de distinguir as cidades que demonstram um empenho robusto no âmbito do planeamento urbano sustentável, explica a Comissão Europeia, acrescentando que as cidades vencedoras são escolhidas com base nas suas conquistas e esforços em doze áreas-chave.
Fonte: smart-cities.pt
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